Tarcisio Oliveira
“Mais uma vida jogada fora
Um coração que já não bate mais, descanse
em paz
Sonhos que vão embora, antes da hora
Sonhos que ficam pra trás” (Pra onde vai? – Gabriel Pensador)
Esse trecho da música de Grabriel Pensador, diz bem a realidade em que vivemos hoje no Brasil. Onde crianças são mortas antes mesmo de começarem a viver. Crianças que não são culpadas pela violência que assola o país, mas que acabam pagando. Foi o caso do menino João Hélio, de apenas seis anos, que morreu arrastado por 7 Km preso a um cinto de segurança no Rio de Janeiro, durante um assalto ao carro de sua mãe. Um caso que comoveu todo o Brasil pela maneira em que foi cometido e pela ausência de segurança, no percurso feito pelos bandidos.
Assim como o caso de Vitória Gabrielly, de três anos, morta com um tiro no peito no colo do avô, durante um assalto a seu tio no portão de casa na cidade de Mauá (Grande São Paulo).
Como Priscila Aprígio, 13 anos, atingida no abdome durante um assalto a banco em Moema (Grande São Paulo), que corre o risco de nunca mais voltar a andar.
Vítimas como Alana Ezequiel, 12 anos, morta durante operação da polícia no morro dos Macacos (zona norte do Rio), após deixar a irmã na creche foi atingida por uma bala perdida, não se sabe se o tiro foi disparado pela polícia ou pelos bandidos.
Vítimas como Maria Fernanda, dois anos, morta no colo do padrasto, que era alvo do autor dos disparos, onde dois acabaram atingindo a menina que morreu na hora.
Essas são só algumas das pequenas vítimas que a mídia tem relatado nesse início de ano, há de ter inúmeras outras que não são noticiadas. Até quando nós cidadãos brasileiros seremos vítimas de um país sem segurança e justiça, onde até mesmo dentro de casa estamos correndo riso.
Com certeza enquanto poder público e povo não falar a mesma língua, será difícil resolver esse problema que parece não ter solução. Enquanto isso familiares choram a perda de seus filhos em tenra idade sem conquistar seus sonhos, como é o caso da menina Alana Ezequiel que sonhava em ser advogada e sair do morro, infelizmente a realidade destruiu seus sonhos. “para onde vai o sol? Quando a noite cai?”.
Se redimiu do outro texto, né? Agora manda o link pro professor, pra ver se ele releva.
“Para onde vai o sol? Quando a noite cai?”
O problema é que não existe mais noite, tampouco sol.
Belos texto, meu amigo. Acho que o Cavalcante vai gostar.
Muito bom.
Até quando isso vai parar?!
Até o dia em que descruzarmos os braços!
;]